segunda-feira, 22 de agosto de 2016

TRILHO DE SÃO SILVESTRE

  O Trilho das Minas de São Silvestre é um percurso de 14,1 Km´s, com um grau de dificuldade fácil / moderado e com características histórico-paisagísticas que se desenvolve pelas freguesias de Taião e Cerdal.
    O ponto de partida é a Capela da Srª do Socorro, em Taião, sendo o tempo estimado do percurso de 5h00.
    O primeiro atractivo do percurso é já no ponto de partida, junto à Capela da Srª do Socorro, um sobreiro secular com um perímetro de 4,5 m, 19 m de altura e uns impressionantes 20 m de diâmetro de copa. Está em vias de classificação pela Autoridade Florestal Nacional .
    O percurso segue pelas Azenhas do Bouço, um espaço onde sobrevivem ruínas de moinhos de água. Segue-se a Cova do Lobo e a antiga exploração mineira de volfrâmio do Mineral onde é possível apreciar as entradas das minas e várias construções e equipamentos da exploração.  Daqui o percurso segue até à exploração mineira de volfrâmio de São Silvestre. O ponto que se segue é a aldeia de montanha de Gondelim, um castiço povoado, da freguesia de Cerdal, onde a rusticidade das casas, os extensos carvalhais, os pequenos taludes agrícolas e as serranias serpenteadas de rebanhos de ovelhas, cabras e os garranos selvagens são uma marca.
    Percorridos os velhos caminhos de pastores o percurso dirige-se à Felgueira, já em Taião e de seguida a Taião de Baixo. É neste último que encontramos uma autentica jóia patrimonial, um Relógio Solar, no topo de uma eira, ladeado por vários sarcófagos (sepulturas escavadas na rocha). Aqui preserva-se a memória da singular tradição da “Hora do Corno”. O percurso termina onde começou junto à Capela da Srª do Socorro.

domingo, 21 de agosto de 2016

PARÓQUIA DE GANDRA (SÃO SALVADOR)

As primeiras referências conhecidas a esta igreja remontam a 1125, sendo nessa data referida como "ecclesia Sancti Salvatoris de Gandera integra cum suo cauto" e a 1156 sob a denominação de "Sancti Salvatoris de Gandera integra". 
Em 1258, na lista das igrejas de Entre Lima e Minho, que foi efectuada por ocasião das Inquirições de D. Afonso III, São Salvador de Gandra é referida como uma das igrejas pertencentes ao bispado de Tui. Denominava-se então igreja de "Gandera". 
Em 1444, D. João I conseguiu do Papa que este território fosse desmembrado do bispado de Tui, passando a pertencer ao de Ceuta, onde se manteve até 1512. Neste ano, o arcebispo de Braga, D. Diogo de Sousa, deu a D. Henrique, bispo de Ceuta, a comarca eclesiástica de Olivença, recebendo em troca a de Valença do Minho. Em 1513, o Papa Leão X aprovou a permuta. 
No registo da avaliação efectuada no tempo do arcebispo D. Manuel de Sousa, em 1546, São Salvador de Gandra era vigairaria perpétua e câmara arcebispal, rendendo 18 mil réis. 
Na cópia de 1580 do Censual de D. Frei Baltasar Limpo sobre a situação canónica destes benefícios, GAndra figura nas Terras de Valença, intituladas da colação do arcebispo. 
Segundo Américo Costa, esta igreja foi abadia da apresentação da Mitra. 
Em termos administrativos, Gandra pertenceu, em 1839, à comarca de Monção e, em 1852, à de Valença. 
Pertence à Diocese de Viana do Castelo desde 3 de Novembro de 1977
in DIGITARQ

sábado, 20 de agosto de 2016

Conjunto da Igreja e Convento de Nossa Senhora de Mosteiró

A instituição deste convento da regra de Santo António dos Capuchos remonta ao final do século XIV, ou mais precisamente, a 1392 (data que se encontrava sobre o arco triunfal e actualmente figura sobre o portal), muito embora as notícias da existência de outros edifícios conventuais possam recuar, segundo Frei Agostinho de Santa Maria, até um período anterior a 713, ano em que os eremitas de Santo Agostinho aí instalados teriam fugido em consequência do avanço muçulmano. Já em 1920 a Condessa D. Muma fundou novo mosteiro, objecto de um incêndio e posteriormente encerrado devido á peste (SANTA MARIA, 1707-1723). 
O convento de Nossa Senhora de Mosteiró foi objecto de várias reformas e reedificações ao longo dos séculos, assinalando-se a primeira em 1557. O estado de degradação em que incorreria na centúria seguinte ditou a reforma de algumas dependências em 1729, e em 1749 a igreja era parcialmente demolida para dar lugar à que hoje conhecemos. As obras correram céleres, pois de acordo com Frei Pedro de Jesus Maria José as principais intervenções aconteceram maioritariamente em 1752, e a 8 de Setembro desse ano a imagem de Nossa Senhora, retirada aquando do início dos trabalhos, regressou ao templo (1754, pp. 263-264). 
A estrutura conventual que aqui observamos compreende a igreja, de planta longitudinal, que confina com o claustro, a Norte, em torno do qual se desenvolvem as restantes dependências, formando uma planta quadrada. 
A fachada principal do templo é antecedida por um adro, com um cruzeiro. É seccionada por pilastras de aparelho rusticado, encimadas por pináculos coroados por esfera, que definem o pano da igreja e da torre que se ergue à esquerda. Ao centro, abre-se um arco em asa de cesto, de acesso à galilé que antecede a porta principal, e sobre este a janela do coro. O óculo superior interrompe a cornija e projecta-se sobre o tímpano do frontão triangular que remata o alçado. A sineira, em arco de volta perfeita, rasga-se já sobre a cornija que é comum ao frontispício do templo, terminando com dois pináculos. 
Na generalidade, a arquitectura pauta-se por uma grande depuração, que ganha uma outra dimensão no interior do templo com a talha dourada barroca e outra mais tardia, já neoclássica. 
No interior, de nave única, com coro alto, altar de talha, capela lateral do lado da Epístola e, do lado oposto, com púlpito e baldaquino em talha, para além de uma série de portas de ligação ao claustro, destaca-se o conjunto de talha dourada e branca que envolve o arco triunfal: dois altares em ângulo e sanefa sobre o arco. Na capela-mor, com dois nichos de talha, janela com sanefa e porta de acesso à sacristia, ganha especial importância o imponente retábulo joanino, com trono central. 
Após a extinção das Ordens Religiosas, o convento acabaria por ser vendido a particulares, em 1883-84. 
Está em Vias de Classificação
in Património Cultural

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

tui The cathedral in my dreams

Sacred Mysteries: Christopher Howse revisits a place that 20 years ago took possession of his sleeping imagination
Three real places recur pleasurably in my dreams: the West Bow, Edinburgh; Hallgate, Hexham; and a street in Tui, a little city in Galicia, north-west Spain.
They have in common being old, stone-built and marked by a change in level. It wasn’t my choice that they should be in my dreams, of course, but I decided to go back to Tui, to see what had first impressed me, 20 years before. I’m glad I did.
Tui (as the Galicians spell it; the Castilian spelling being Tuy, pronounced the same) is set on a hill of steep medieval streets above the river Miño. Down a shaded street that turns into steps you can see the full, shining river. The sunny green fields opposite are Portugal.
It is no more difficult to reach from London than Hexham or Edinburgh. A plane goes to Santiago. From there I took the train – not the superfast train of the kind that crashed in July, killing 79 people, but the slow train that heads south toward Vigo on the Atlantic seaside, which looks Cornish with its drowned river valleys. I enjoyed a terribly clever piece of timetable work, too complicated to describe, that entailed changing at Redondela and delivered me and a couple of other passengers at Tui in good time for dinner.
From the wide street where people sit outside busy bars in the evening, Rua Ordóñez, the street in my dreams, led towards the quiet cathedral, at the brow of the hill. Its bell is heard a mile away marking the hours. With its shadowed cloisters, it is prettier than I remembered: a Romanesque heart (carved with lions and gryphons and two-headed amphisbaenae) with Gothic developments.
From the river its silhouette bristles with castellations, for no sooner had the people of Tui pushed back the Moorish invaders in the eighth century than ships of Vikings turned up in the river. Tui has been on the frontier of Portugal too, ever since it established itself as a separate kingdom.
Inside, the cathedral is distinguished by stone arches across the nave at the height of the capitals of the pillars each side. The arches rise so slightly that they resemble girders of stone, held in place by the massive force of the walls leaning inwards. The reason for them became clear from a visit to the vaults and roof of the cathedral.
It was six euros well spent. No one else was waiting for the guided tour, so it was just the guide and I. Up 46 steps, we looked from the West gallery down the nave above the transverse arches, foreshortened like hurdles on a running track. On each side was a wide triforium, a floor above the aisles below. “Upstairs” seldom applies to churches, but Tui was modelled on Santiago cathedral, and the upstairs space would have been used in the Middle Ages by the chapter and by worshippers. It looked like the attics of a big house, some of it left abandoned – such as the chapel of San Vicente with its capitals of twined dragons.
By now I realised that my guide was deaf. He was none the less informative, but I was excused architectural conversation in Spanish. Another 36 steps and we came out on to the roof. Here was the reason for the strainer arches: we were standing on the ridge of a roof built of thick granite slabs weighing incalculable tons. Within the city walls, this formed part of the defensive carapace of Tui.
Unlike the granite roof of Santiago, which is like an immensely wide flight of steps, the roof of Tui is ribbed. Below, tight stone streets clustered. Beyond the Miño stood Valença, a town nested in a polygonal fortress of glacis and ravelins.
Climbing down, we saw close-up the pinnacles of the astonishing Baroque chestnut-wood Holy Week baldacchino, on which stands a statue of of San Telmo, the eponym of St Elmo’s fire. But that is another story.
Tui hasn’t appeared in my dreams since, but I shan’t mind if it does.

Festa Medieval Tui


II Torneo de Xadrez da Eurocidade

O sábado, 24 de setembro, celebrarase o II Torneo de Xadrez da Eurocidade organizado polos clubs Xadrez Tui e Xadrez Infortui xunto ao Concello de Tui e a Cámara Municipal de Valença.
A presentación desta actividade tivo lugar hai uns días na Cámara de Valença por parte dos responsables de deportes das dúas cidades, Laureano Alonso e José Monte, o director técnico do torneo e representante de Xadrez Galega, Roberto Paramos, e o presidente do club Xadrez Tui, Luís Fernández.
O concelleiro de Deportes de Tui, Laureano Alonso, explicou coma o xadrez será a segunda modalidade deportiva, despois do fútbol sala veterano, da que a Eurocidade conte cun club. Ao tempo destacou o interese por potenciar a práctica do xadrez por parte dos dous clubs tudenses o Xadrez Tui e o Xadrez InforTui. Amais o vereador de Desporto de Valença, José Monte, avanzou que en setembro no novo curso escolar o xadrez pasará a ensinar nas escolas valencianas.
Roberto Paramos de Xadrez Galego destacou que este II Torneo de Xadrez da Eurocidade é un evento único en Europa ao celebrarse entre dous países. Ao tempo subliñou que a súa celebración fará da Eurocidade un referente do xadrez tanto a nivel galego, nacional coma internacional. No mesmo culminará o traballo de formación de xadrez que se realizará ao longo do ano.
Por último o presidente de Xadrez Tui, Luís Fernández, amosou a total colaboración do seu club e a intención de estreitar lazos cos xogadores de Valença.
O II Torneo de Xadrez da Eurocidade celebrarase o sábado 24 de setembro de 10 a 20h. Pola mañá a competición terá lugar na Área Panorámica de Tui e pola tarde na Praça da República de Valença, onde se disputarán as finais. Está previsto a participación de 120 xogadores dende A Coruña ata Faro, sendo a metade de cada país. A inscrición está aberta ata o mes de setembro en xg@xadrezgalego.net ou no teléfono 986 26 02 59.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

As Mamoas da Chã do Marco da Quebrada em Gandra

Núcleo megalítico formado por 11 mamoas, das quais as números 1, 2, 3, 4 e 5 foram destruídas no decurso de um arroteamento do terreno para a plantação de eucaliptos e para a construção de um edifício. Actualmente existe uma mamoa intacta, outra semi-intacta, apresentando as restantes sinais de destruição. A mamoa n.º 6 encontra-se próxima do estradão, tem um diâmetro aproximado de 12.4m encontrando-se visivelmente degradada. A mamoa n.º 7 situa-se perto da estrada camarária e possui um diâmetro de 10.36m; esta é a única que confere a sua forma original. A mamoa n.º 8 implanta-se na encosta de uma pequena elevação, contudo no terreno aparece uma fissura no solo, que permite uma melhor visualização da realidade. As mamoas n.º 9 e 10 localizavam-se atrás da n.º 11, mas encontram-se ambas totalmente degradadas, especialmente na zona central, permanecendo intacta a área circundante ao local da mamoa. A mamoa n.º 9 fica paralele à n.º 10 com uma distância de 6m. A n.º 11 localiza-se na proximidade do cruzamento dos estradões, tem cerca de 15m, provavelmente seria uma das maiores do núcleo, apresenta sinais de destruição central.
in Portal do Arqueólogo

APOIO MANUAIS ESCOLARES CANDIDATURAS ATÉ 31 AGOSTO

A Câmara Municipal apoia as famílias valencianas na oferta ou comparticipação dos manuais escolares, aos alunos do primeiro e segundo ciclo. As candidaturas já estão abertas e decorrem até 31 de Agosto.
O escalão, correspondente ao rendimento do agregado familiar, determina a percentagem com que a Câmara vai apoiar as famílias na aquisição dos manuais escolares, minimizando ou mesmo eliminando os elevados encargos que pressupõe o início do ano letivo.
todos os agregados familiares com alunos inscritos no 1º Ciclo (1º até ao 4º ano) do Agrupamento de Escolas Muralhas do Minho, em Valença, que estejam contemplados com os escalões e pretendam usufruir desta medida, poderão dirigir-se ao Serviço de Ação Social do município, no edifício da Casa das Varandas, entre as 9h e as 16h (964431029).
Devem-se fazer acompanhar dos seguintes documentos: Cartão de Cidadão, fotocópia do IRS relativo a 2015, declaração do escalão da Segurança Social e
comprovativo de transição de Ano.
ara os alunos do 1º ciclo , do escalão A e B, a Câmara Municipal comparticipa a aquisição dos manuais em 100% e para os do escalão C, em 50%.
Os alunos do 2º ciclo (5º e 6º ano) tem que dar entrada do seu processo no Serviço de Ação Social Escolar (SASE), no Agrupamento de Escolas Muralhas do Minho.
Os alunos do 2º ciclo do escalão A, veem-se abrangidos com uma comparticipação de 100% no valor da diferença (valor atribuído pelo ministério e o custo total dos manuais); do Escalão B 50% no valor da diferença; os abrangidos pelo 3º escalão do abono de família, que não beneficiam de qualquer apoio do Ministério, terão, nas mesmas condições, um apoio de 25% para os manuais.
A educação tem sido uma das prioridades desta Câmara, e os alunos, para além dos benefícios com os manuais escolares, podem também candidatar-se à obtenção do passe escolar gratuito, cumprindo os requisitos sociais determinados.

Dia do Baldio da Silva


Fim de Semana de Cultura e Desporto em Fontoura


terça-feira, 16 de agosto de 2016

TRILHO DO CARVOEIRO

Os Vinhedos, as casas graníticas e os velhos moinhos. Com a distância de 7,8 Km's é um percurso paisagístico-cultural que se desenvolve nas freguesias de  Boivão e Gondomil.
     O ponto de partida é a Igreja Matriz de Boivão, sendo o tempo estimado do percurso de 3h30.
    O primeiro ponto é a Igreja Matriz de Boivão consagrada a Santiago, uma veneração ao apóstolo que pode ser sentida, também, na passagem pela Quinta Velha onde até ao século XVII estava a primitiva igreja. Terra de pedreiras, há séculos que o granito faz parte da paisagem com as casas rústicas, os postes das latadas de vinha, os muros das propriedades ou os velhos caminhos com as gastas lajes graníticas.
    O Trilho da Carvoeira é um percurso marcado por uma mão cheia de lendas e tradições, com especial destaque para a da Princesa de Boivão, celebrada pelo escritor Alberto Pimental, a Truta da Rainha, a do Penedo da Fontanela e das Pegadas de Nossa Senhora.
    Esta é uma oportunidade para apreciar a cultura, o património e as paisagens do antigo concelho de Fraião e Couto Monástico de Sanfins, de que Boivão e Sanfins fizeram parte.
    Trata-se de um percurso de pequena rota, de características paisagístico-cultural grau de dificuldade fácil.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

PARÓQUIA DE VERDOEJO (SANTA MARINHA)

As primeiras referências conhecidas a esta freguesia datam de 950 e 991. Neste ano, Bermudo II fez doação de Verdoejo a Santiago de Compostela. 
Pertencente ao antigo couto de Sanfins, era do padroado real. 
Em 1444, D. João I conseguiu do Papa que este território fosse desmembrado do bispado de Tui, passando a pertencer ao de Ceuta, onde se manteve até 1512. Neste ano, o arcebispo de Braga, D. Diogo de Sousa, deu a D. Henrique, bispo de Ceuta, a comarca eclesiástica de Olivença, recebendo em troca a de Valença do Minho. Em 1513, o Papa Leão X aprovou a permuta. 
Em 1514, Verdoejo, enquadrada no julgado de "Coira e Frayam" rendia ao arcebispo 46 réis, conforme consta do Censual de D. Diogo de Sousa (1514-1532). 
Em 1546, Santa Marinha de Verdoejo encontrava-se anexada ao mosteiro de Sanfins, na Terra do Couto de Sanfins. 
A vigairaria de Verdoejo aparece, no registo da avaliação dos benefícios eclesiásticos incorporados na diocese de Braga, avaliada em 10 mil réis e o pé de altar. 
Na cópia de 1580 do Censual de D. Frei Baltasar Limpo sobre a situação canónica destes benefícios, Verdoejo é incluída entre as igrejas que faziam parte da Terra de Monção, figurando como anexa ao Mosteiro de Sanfins. A coroa doou o padroado da igreja de Santa Marinha aos Jesuítas, passando, desde então, a competir ao Colégio de Jesus de Coimbra a apresentação do seu cura. 
Posteriormente, esse direito passou para a Universidade. Mais tarde foi reitoria. 
Pertence à Diocese de Viana do Castelo desde 3 de Novembro de 1977.
in DIGITARQ

História da Capela de Nossa Senhora do Faro

Séc. 17, final / 18, início - Provável construção da capela, pelos monges beneditinos do Mosteiro de Ganfei ; 
1707 - data inscrita no frontal do supedâneo do altar-mor e na imagem da Moura Convertida;
 1714 - data inscrita na padieira da porta principal;
 1758, 9 Abril - segundo o relato do Vigário Frei Pantaleão de Santo Tomás nas Memórias Paroquiais, a capela era grande, "muito capaz para ser matriz", com a porta principal virada a O., para onde se descobria várias terras da Galiza e Portugal, ladrilhada de pedra, tinha porta travessa, púlpito e confessionários, sacristia e três altares dourados; no altar-mor estava colocado a imagem de Nossa Senhora, muito milagrosa, ladeado pelas imagens de São Bento e Santo Amaro; no colateral da Epístola estava a muito devota imagem de Santo Cristo Crucificado e no lado oposto a imagem de Nossa Senhora do Rosário e Santa Ana; nas paredes existiam quadros de excelente pintura e o tecto era de pedra, todo pintado; era administrada pelo abade do Mosteiro de Ganfei e tinha ainda um "ermitão" com cerca, terras de lavradio, matos e pinhal; 
1834, 30 Maio - com a extinção das ordens religiosas a capela passa a pertencer ao Estado; venda da capela a Melo Cavacão, que por sua morte a lega a D. Vitorina de Araújo e Melo;
 1862 - estando a capela em muito mau estado, Domingos António Pereira do Vale, em cumprimento de uma promessa e com licença da proprietária, mandou consertá-la, realizando no local a 15 de Agosto uma grande festividade; por esta data, foi doado à capela a porta, em castanho, executada pelo Luiz António Afonso, de Taião; 
1864 - Fernando Marinho Falcão e Miguel Augusto da Cunha Sampaio, de Valença, empenhados em engrandecer o local, promoveram os primeiros bazares; 
1870 / 1885 - diversas obras de melhoramento no valor de 13763$030 rs, além de 898$890 despendidos com o culto e 133$985 rs noutras despesas; construção no Monte do Faro da Capela de Santana, também conhecida como Coto de Santana ou Picoto, pertencente ao santuário de Nossa Senhora do Faro; colocação de sineta, oferecida por António Afonso Araújo, da vila, em cumprimento de promessa pelo restabelecimento da filha;
 1876, 7 Abril - escritura de compra a Ana Victoriana de Araújo e Mello, de Braga, representada por António Pedro da Cunha, cónego da Colegiada de Santo Estêvão, do Santuário do Monte de Faro, com todas as suas imagens, alfaias e respectivo adro com árvores de sombra, por 200$000 rs; 26 Abril - tomada de posse solene da capela, data em que anualmente se passou a estabelecer uma festividade, dedicada a São Pedro de Rates; a família Azevedo de Ganfei cedeu as paredes e o terreno da casa contígua à capela; 
1889 / 1891 - Sebastião da Costa Maciel, o tesoureiro da Comissão administrativa da Capela de Faro, e José Dias Ribeiro, o secretário, mandaram forrar e pintar o tecto da capela e construir o caminho para a nova Capela de Santana;
 1905 - entaipamento da porta lateral da nave e construção do altar dedicado a Nossa Senhora de Lourdes, cuja data surge inscrita no fecho do arco;
 1908 - a comissão presidida pelo Tenente Joaquim Carlos Pereira, com Gaspar José de Oliveira e José Dias Ribeiro, mandou arborizar o Monte do Faro; abertura de uma nova mina e canalização da água para a cozinha da casa; abertura da estrada para o santuário;
 1910, Março - plantação de árvores no Monte Faro; 
1913, Março - a Comissão Administrativa do Santuário de Faro comprou o terreno designado de "cerca", que ia desde a fonte até ao monte de Santa Ana, graças a Domingos Vaz Ribeiro ter adiantado o dinheiro; Abril - escritura de compra do terreno fronteiro à capela de Faro, adquirido por iniciativa de Luís Gil Gama Ribeiro e Joaquim Carlos Pereira;
 1914, Junho - mudança de designação para Confraria da Senhora do Faro, com aprovação dos respectivos Estatutos pelo Governador Civil do distrito;
 1915, Julho - construção de muros cercando os terrenos recentemente adquiridos; 
1923, Agosto - início das obras na estrada para o Santuário do Monte do Faro
 1924, Agosto - prosseguiam os trabalhos na estrada para o Santuário de Faro; 
1931, Novembro - diligências para se fazer uma estrada que ligasse o Monte Faro ao Marco Branco, onde se pretendia então erguer um monumento aos soldados de Valença que morreram na Primeira Guerra Mundial; 
1938, 7 Dezembro - Decreto do M. O. P. considerando como "estrada de Turismo" a via que ligava da EN 1 ao Monte de Faro; 
1939, 16 Junho - Câmara entregou a estrada para o Monte de Faro à J. A. E.;
 1939, Outubro - início dos trabalhos de reparação e melhoramento na estrada de Faro, obra adjudicada a Silvino António da Cruz, por 30.000$00; 
1941, Julho - inauguração da luz eléctrica no Santuário do Monte do Faro, financiado pela família do industrial Francisco Manuel Durães;
 1942, Junho - início das obras de construção da estrada que ligava o Santuário ao Monte Branco, pela Câmara Municipal;
 1956, Julho - adjudicação da rectificação do traçado e beneficiação do pavimento da EN 101-1, desde Valença até ao Monte do Faro, por 38 contos.
in Monumentos

domingo, 14 de agosto de 2016

Valença Muralla que envuelve un precioso pueblo

Fortaleza militar que perdura tras largos años de luchas y contiendas entre España y Portugal. 5 km de murallas rodean este pueblo fronterizo que, junto al río Miño y la preciosa ciudad gallega de Tui, conforman un paisaje espectacular. 
Esta muralla fue crucial en la defensa militar de la independencia de Portugal en el siglo XVII, aunque Romanos, Godos y Suevos también aprovecharon su estratégico enclave según indican los restos arqueológicos encontrados aquí. Incluso grabados rupestres hallados en de Tapada de Ouzão e do Monte da Lage indican que se remontan a la Edad de Bronce.
En el siglo XIII la muralla quedó prácticamente destruïda. En 1264, por orden de D. Alfonso III se cambia el nombre a la villa y se produce una profunda reforma militar que incluye también la de la muralla, que pasa a rodear toda la población. Hoy en día es posible encontrar algunos elementos de esta época medieval, como un escudo en la Porta do Açougue.
A mediados del siglo XVII, la fortaleza tiene que ser reforzada , en este caso, debido a los duros azotes sufridos por la Guerra de Restauración. Estas obras terminan en el año 1700.
Su estado de conservación actual es magnífico y es un lugar de obligada visita. Acoge montones de pequeños comercios donde los productos estrella son los fabricados en algodón. Son famosas sus toallas, manteles, servilletas...y todo lo relacionado con la decoración del hogar y los muebles hechos de madera de pino.
Es también muy interesante el mercadillo semanal que se hace los miércoles, con cientos de puestos que venden desde ropa hasta flores, muebles...
Para comer, muy interesante el bacalao, especialidad de la zona.
in Tripadvisor

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Convocados dez postos de venda directa para a VI Festa Gastronómica do sábado 13 de agosto

O Concello de Tui convoca dez postos dobres de venda directa para a VI Festa Gastronómica que se celebrará na rúa Lugo o sábado 13 de agosto, de 20 a 00h, dentro da Festa do Miño.
A esta convocatoria só poderán optar asociacións culturais do municipio de Tui inscritas no rexistro municipal de asociacións. As interesadas deberán presentar este xoves 4 e venres 5 de agosto o modelo normalizado de solicitude no rexistro de entrada do Concello en horario de 9 a 14h. Deberán acompañar copia do CIF da asociación, nomeamento da xunta directiva, DNI do presidente da asociación, os certificados de manipulador de alimentos de cada membro participantes así coma a carta de produtos á venda e os prezos dos mesmos.
As bases desta convocatoria poden consultarse na web municipal, no taboleiro de anuncios da casa do concello ou no departamento de Cultura.  Segundo se recolle nas mesmas os produtos que se poñan á venda deberán ser naturais, autóctonos e elaborados artesanalmente, amais permitirase á venda de auga, refrescos, cervexa ou viño. Os participantes deberán aboar unha taxa de 14,90€,  pola ocupación de vía pública cun posto de venda ambulante de 10 metros cadrados.

Descenso Popular do Rio Miño


5º Passeio Turístico de Motorizadas


terça-feira, 9 de agosto de 2016

O tren turístico da Eurocidade agora tamén realiza percorridos nocturnos

O tren turístico da Eurocidade que une a Fortaleza de Valença e o casco urbano de Tui agora tamén realiza percorridos nocturnos.  O prezo da viaxe de ida e volta é de 3€.
O punto de saída do tren en Tui é a Praza da Inmaculada pola mañá ás 11.30h, 12.30h e 13.30h, pola tarde ás 16.30h, 17.30h e 18.30h e polas noites ás 22h e 23h.
Os martes e xoves poden verse os Sambenitos nas visitas guiadas
Agora os martes e xoves das visitas guiadas gratuítas organizadas polo Concello de Tui á ruta xudea inclúen os Sambenitos no Museo Diocesano. Lembramos que saen ás 12.30h dende a Praza da Inmaculada de luns a venres, e ás 13h os sábados, domingo e festivos. Polas tardes ás 20h hai outra visita ao Tui medieval. 

PROGRAMA DE RECUPERACIÓN PATRIMONIAL NO MONTE ALOIA 2016

A Dirección Xeral de Xuventude, Participación e Voluntariado pon en marcha, xunto coa Consellería de Medio Ambiente e Ordenación do Territorio, o programa de Recuperación patrimonial no Monte Aloia.
O programa desenvolverase en quendas de 5 días e está concibido como un campo de traballo, no que grupos de 6 persoas voluntarias realizarán diferentes actividades no Parque Natural do Monte Aloia.
Quendas:
Do 05 ao 09 DE SETEMBRO
Do 12 ao 16 DE SETEMBRO
Do 19 ao 23 DE SETEMBRO
O PROGRAMA INCLÚE:
1. Aloxamento e pensión completa.
2. Programa de actividades e monitores.
3. Seguro de accidentes e de responsabilidade civil.
CONDICIÓNS XERAIS
Poderán participar no programa voluntarios e voluntarias maiores de idade. As persoas voluntarias que desexen participar, deberán ter en conta que:
-A indumentaria que leven ten que ser axeitada ás actividades a realizar.
-As persoas voluntarias deben desprazarse por conta propia ata o punto de queda.
Ao finalizar a súa participación neste programa de voluntariado ambiental, as persoas voluntarias obterán da Dirección Xeral de Xuventude, Participación e Voluntariado un certificado acreditativo da acción voluntaria desenvolvida, que será inscrita como experiencia voluntaria no Rexistro de Acción Voluntaria de Galicia.
PARTICIPANTES E INSCRICIÓNS
Todos os voluntarios e voluntarias que estean dispostos a colaborar neste proxecto poden inscribirse cubrindo o formulario de inscrición.

TRILHO INSUA DO CRASTO

O Trilho da Ínsua do Crasto é um percurso com 11,95 Km's encostado ao rio Minho e às pesqueiras com passagens pela Ínsua do Crasto e foz do Rio Manco, complementar à Ecopista do Rio Minho Valença / Monção.
    O ponto de partida é a igreja paroquial de Friestas,  sendo o tempo estimado do percurso de 4 horas.
    O primeiro ponto de destaque vai para o Portão dos Crastos: uma fachada imponente onde a ecopista e o trilho se encostam à EN 101. A emblemática Ínsua do Crasto, uma língua de terra no rio Minho, já nos limites com Monção e a Foz do Rio Manco, são pontos marcantes do percurso onde o trilho é de interpretação da natureza. Trata-se de uma zona onde a fauna e a flora são abundantes. Com um pouco de sorte será até possível ver alguma lontra ou vison, comuns neste autêntico refugio da natureza, nas margens do rio Minho. Pelas margens  ribeirinhas do rio Minho o percurso segue para sul, até ao emblemático cruzeiro medieval de Verdoejo, percorrendo itinerários agrícolas, trilhos de pescadores e velhas pesqueiras, outrora percorridos por contrabandistas.
    Trata-se de um percurso de pequena rota de características paisagístico-ecológico, com um grau fácil, com uma cota máxima os 68 metros.

TRILHO VIA ROMANA

O Trilho Pedestre da Via Romana tem 14,3 Km e o tempo estimado para percorrer este percurso é de 4 horas.  
    O trilho começa na confluência da freguesia de Sapardos (Vila Nova de Cerveira) com a valenciana de São Julião e passa pelos lugares do Raso e da Pousada desta última freguesia. Aqui observam-se os campos verdejantes, de cultivo e pastoreio e um miliário romano. Passo-a-passo o trilho avança para  a freguesia de Fontoura onde atravessa os lugares de Reguengo, Portela, Cortinhas, Casa Gonçalo, Boris, Rio Torto e Monte da Chã. No percurso entre Rio Torto e o Monte das Chãs é visível, ainda, em cerca de quinhentos metros, uma lomba e outras características de via romana. Em Fontoura destaca-se a Casa Alta, uma casa senhorial fortificada e a lendária Fonte D'Ouro.  Nesta freguesia existiu um miliário romano no local denominado de Contenças. O percurso segue para a freguesia de Cerdal, onde o trilho coincide com o traçado dos Caminhos de Santiago. É nesta freguesia que se situa a Ponte Romana da Pedreira e  um troço de lajeado com blocos graníticos assentes no chão, transmitindo o tempo e o desgaste do caminho. O percurso segue para a freguesia de Gandra e Arão até atingir Valença, com vistas para a Praça – Forte, em direcção ao Cais do Rio Minho. É próximo deste local que se encontra a Ponte Romana de Arinhos e o local onde foi encontrado o Marco Miliário que marcava a milha XLII e que, actualmente, está na Fortaleza. 
    A via romana foi durante a Idade Media uma importante via de comunicação e é a partir desta época, também, que parte do seu traçado coincide com os Caminhos de Santiago, por onde transitaram peregrinos ilustres, entre os quais alguns monarcas.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

179 veciños doaron sangue na última visita da unidade móbil no mes de xullo

O Concello de Tui e a Axencia Galega de Sangue, Órganos e Tecidos amosan o seu agradecemento á poboación de Tui pola excelente resposta á campaña de doazón de sangue desenvolvida no municipio os pasados días 18 e 19 de xullo cando 179 veciños se achegaron á unidade móbil para realizar unha doazón.
Do total de persoas que se achegaron ata unidade situada na Praza de Galicia 152 puideron doar sangue e 7 deles era a primeira vez que o facían.
Esta resposta da poboación tudense continúa na liña dos últimos anos. Así compre lembrar que en 2015 houbo 1.048 doazóns de sangue en Tui co que sitúa a media anual en 62 doazón por cada mil habitantes, unha cifra que está por riba da media galega. Precisamente grazas a esta boa resposta a unidade acode unha vez ao mes á cidade. Tui conta con 2.504 doadores censados que realizaron 16.755 doazóns de sangue dende a primeira visita da unidade móbil do CTG en marzo de 1995.

La Cámara de Comercio de Tui exige a Portugal que aplique descuentos en peajes de la A-28

La entidad tudense se suma a las reclamaciones de varios colectivos del Alto Minho - Esta vía une el norte del país vecino con Oporto

La posición de la Cámara de Comercio en relación a la decisión del gobierno de Portugal de no incluir a la autovía A-28 entre las que se beneficiarán a partir del 1 de agosto de descuentos del 15 por ciento en sus respectivos peajes se ha concretado de manera clara. Desde la entidad tudense apoyan las reclamaciones de la Comunidad Intermunicipal del Alto Minho y de la Confederación de Empresarios del Alto Minho, sumándose al memorando suscrito por estos colectivos para solicitar del ejecutivo luso una rectificación para que la A-28 se acoja a las reducciones de aplicación a partir de mañana.
Para la Cámara de Comercio de Tui "esta medida es incomprensible toda vez que los índices económicos de la región del Alto Minho son inferiores a la media nacional y sí se aplican a la A22 del Algarve por cuestiones turísticas". Desde la organización cameral entienden que "la A-28 une el Alto Minho con Oporto, un territorio de baja densidad con características rurales y un claro carácter transfronterizo con Galicia", por lo que desde el punto de vista de la Cámara "la no inclusión de la A-28 en la política de descuentos en autopistas programada por el gobierno portugués es una nueva injusticia que grava las relaciones económicas, comerciales y turísticas del norte de Portugal con Galicia, como recientemente se ha producido con otras exigencias de guías de circulación, exigencia de cartas verdes, etc. Estas trabas afectan directamente a la actividad comercial, restauración y hostelería que se han reducido en más de un 30 por ciento".
Según el propio organismo radicado en la ciudad tudense "el 60 por ciento de las mercancías transportadas por carretera con destino al norte de Portugal provienen de Galicia y el 50 por ciento de las mercancías transportadas con destino España entran a través de Galicia", lo cual consideran que "viene a reflejar el tráfico diario de vehículos sobre el puente del río Miño entre Valença y Tui, lo cual es una muestra de la intensidad del movimiento transfronterizo".
in Faro de Vigo

Fernando Pereira em Valença


Innovación deportiva contra las adversidades

David Morais fundó el Judo Club Tudense debido a las dificultades para desplazarse hasta Vigo para entrenar
Ni en el mejor de sus sueños, David Morais se había imaginado que sus proyectos iban a funcionar a la perfección. Este judoka tudense llevaba toda la vida practicando su pasión en Vigo, lo que le suponía viajes diarios de cuarenta minutos. Una lesión le hizo apartarse del judo de competición, pero una rotura de ligamentos no lograría frenar su carrera. Tras conseguir los títulos de monitor y entrenador, las dificultades de desplazamiento que había sufrido para realizar judo, le hicieron discurrir. David Morais decidió abrir en 2015 el Judo Club Tudense y la acogida fue mejor de lo esperado.
«Hace dos años entrenaba en Valença y en el momento que abrí el club mucha gente de Tui se vino conmigo. Al principio ya nos conocían, pero ahora la gente ya habla de judo por Tui. Quería fundar una escuela de judo cerca de mi casa porque la gente así no tenía que ir hasta Vigo como me pasó a mí. Quería crear algo en mi entorno para aumentar las posibilidades de Tui y montamos el club», explica David que agradece el apoyo con el que contó desde que se le ocurrió la idea de la escuela: «Desde el principio, Mario Muzas el presidente de la federación gallega me motivó, porque él había empezado dando clases en Tui y sabía que funcionaba en la zona. Yo nunca había dado clases y a la gente le gusta como lo hago, los padres me apoyan también, y mi tío Avelino, siempre me impulsó y me echa una mano dando clases».
Su apego al judo es algo que viene de familia. Su tío Avelino Martínez, es un «judoka consagrado con medallas a nivel nacional y en Portugal» como lo define David. Avelino fue el primero en acercarlo a este arte marcial japonés: «Yo quería empezar con tres años pero mi entrenador me dijo que era muy revoltoso y tuve que esperar un año. Mi tío fue el que convenció a mis padres para que practicase judo, porque es muy beneficioso», señala David.
A partir de ahí, los constantes entrenamientos le hicieron lograr campeonatos como el Xogade y algún provincial. Pero su trayectoria comenzó a virarse hacia la enseñanza cuando se lesionó: «A los 16 años tuve una rotura de ligamentos cruzados y tuve que apartarme un poco el judo de competición, saqué el cinturón negro, y como no quería dejar de practicarlo, decidí seguir formándome», con 18 años David consiguió el título de monitor, con 20 el de entrenador y dos años más tarde ya tendría en su haber el certificado de Maestro Nacional de judo.
En su camino como entrenador, el judoka tudense comenzó en el Clube Juvalença del pueblo vecino de Valença en la temporada 14/15, aunque siempre que podía acudía a su club de origen, el AD Famu de Vigo, para «entrenar y echar una mano porque son como mi segunda familia». Lo siguiente sería la creación de su propio club.
Los inicios del Judo Club Tudense fueron sorprendentes: «El club fue una explosión, en el momento que lo abrí, muchísima gente me llamó para informarse, me paraban por la calle... Mucha gente se pasó a probar. Del año pasado a este hemos crecido un 100 %, en la 15/16 teníamos sobre sesenta y este año llegaremos a casi ciento treinta», de esta cantidad más de sesenta son niños hasta la categoría juvenil. Los beneficios que presenta el judo en la infancia los cerificó la Unesco al declararlo mejor deporte en edad formativa de 4 a 21 años: «El judo transmite valores desde que son niños, como la amistad, el compañerismo o el respeto por el rival», añade David, que además no cree que se necesiten unas cualidades físicas para iniciarse en el deporte: «Cualquier niño puede participar en judo. No hay una diferencia que sea insalvable».
A pesar de tratarse de un arte marcial y un deporte de combate, las características de la lucha le eximen de la agresividad que aparece en otras contiendas deportivas: «El judo japonés es el arte de la suavidad, no necesitamos golpes, no necesitamos patadas ni puñetazos, el nuestro es un arte marcial en el que no necesitamos nada de eso», señala el entrenador del Judo Club Tudense. Las clases en la escuela de Tui congregan a personas de cualquier edad y que practican el deporte por multitud de motivos. Como pasatiempo, para conseguir el cinturón negro, por curiosidad, para competir... en el Club Tudense, todos son bienvenidos: «Entreno desde niños de 3 años hasta gente con 60 años o más. Tenemos clases lunes, miércoles y viernes. Por la mañana entreno a los sénior y veteranos. Por las tardes tenemos clases para los más pequeños, infantiles, cadetes y júnior, y otra de sénior a última hora».
David Morais vive por y para el judo, un deporte que lo sedujo por una causa en particular: «Me enganchó la constante evolución, llegas a un momento en que aprendes día tras día, y cuanto más sabes más aprendes, eso es lo mejor del judo, que nunca dejas de aprender y siempre te lo pasas genial».
La historia de David con su Judo Club Tudense acaba de comenzar, pero se ha asentado pronto. En Tui, la escuela ya es un asunto cotidiano.
in La Voz de Galicia